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sobre eu, ou sobre nós?!

enquanto toda escolha é uma renuncia

o coração aperta a mente confunde e a voz cala

todo tempo que congela do teu lado

que afasta os problemas

mais eles voltam, voltam juntos e repetitivos

a vontade de te acordar na madrugada te tirar da cama

pra acalmar meu sonho

é o flagrante de me encontrar pensando em você, isso se tornando repetitivo

tento não escrever seu nome, vejo suas fotos

tento não ver suas fotos, leio suas mensagens

o receio que mantem meus  pés em cautela amarrados ao chão

e você se entrega e me diz coisas surreais

o mundo insiste em me dar opções desleais

desleais contra você

teu abraço cercado de suor aguardando o infinito acabar

me faz te levar ao sono brincando com seus cabelos

suas queixas do meu jeito e do jeito delas

quantas delas eu troquei por você

quantas vezes eu me perguntei se isso era o certo 

a se fazer

como se lê uma lagrima

tem dia que o por do sol encanta até os olhos mais desacreditados

da até tempo de sonhar com dias melhores,

quem engana o coração quando as lagrimas vertem sem parar

e a vontade de desistir que te insinua

na busca infundada do prodígio que não se vê mais

tanto medo que sobrepõe qualquer saída

medo de perder o que não se teve

ou nunca conquistar o que se quis

a o áudio, que coordena o ritmo das lagrimas

lembra a infância, a distancia

arrastando sangue e medo

cansa as duvidas, questionamentos imposições

é mais pra anjo caído que pra vencido

se esvai a preocupação do medo

enquanto os batimentos se readéquam a quantidade de ar que se respira

a chuva insiste em tornar contraste com a melodia

enquanto se mata cada ideia de sucesso por você

e quando tudo acaba se tudo é uma conquista

quando as lagrimas insinuam o fim

ou te dão um recado de nunca desista

Reflexo

pensando sobre força ultimamente

resistência e quanto de dor você suporta por anos sorrindo

as vezes se quer evitar perguntas

pra que as respostas não sejam dadas

respeito também, as vezes cai em pensamento

e o discernimento que convivo é um tanto irônico

não sei se a vida que foi injusta ou as pessoas

imaginando um tijolo, se você o arremessa

certamente ele ira quebrar um pouco ou talvez

se estiver fraco ira se estilhaçar

mais quando você reveste o tal tijolo e o agrupa com outros não importa o quão fraco

se tentar quebra-lo com as mãos

ira se machucar

então você pode imaginar este tijolo

revestido de uma angustia grande

com milhares de respostas que ele pretendia dar

mais o revestimento que o deixou forte  tranca todas lá

perdi a conta de quantas vezes…, esquece

todo mundo um dia apreende que as palavras não são objetos

se você as joga não terá como pega-las de volta

as ações são pra vida toda algumas imperdoáveis

não importa o quanto sorriso encubra,

é como as nuvens que não ficam pra sempre no céu

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